Prefeitura de Limeira entrega mais de 100 escrituras de imóveis sociais

Desde que assumiu a Prefeitura de Limeira, o prefeito Murilo Félix entregou mais de 100 escrituras de imóveis sociais, garantindo que centenas de famílias passem a ser oficialmente proprietárias de seus lares.

De 2025 até o momento, 112 escrituras foram entregues em diferentes regiões da cidade, contemplando os bairros: Antônio Brigatto (5), Antônio Simonetti (19), Bartolomeu Grotta (4), Ernesto Kuhl (35), Geada (20), José Cortez (17) e Nova Conquista (12).

A escritura do imóvel é o documento público que formaliza a propriedade perante a lei, sendo lavrada em cartório e registrada no Cartório de Registro de Imóveis. É nesse momento que o imóvel passa a estar oficialmente vinculado ao nome do proprietário. “Com isso, o morador deixa de ser apenas possuidor e se torna, de fato, proprietário legal do imóvel”, explica o secretário municipal de Habitação, Celso Gonçalves.

Segundo o prefeito Murilo Félix, a entrega das escrituras promove segurança jurídica e dignidade para as famílias beneficiadas. “Além de garantir a propriedade legal, reforçamos o compromisso da nossa gestão com a política habitacional e a promoção da justiça social. Mais do que um imóvel, entregamos às famílias um lar com segurança, cidadania e perspectivas de futuro”, afirma.

São José lança Banco de Imóveis para impulsionar investimentos

A Prefeitura de São José dos Campos abriu edital de chamamento público para o cadastro e credenciamento de terrenos e imóveis disponíveis para venda ou locação, que sejam apropriados à instalação de indústrias, comércios atacadistas, serviços e centros de distribuição de empresas de médio e grande porte.

O objetivo é dar transparência e agilidade ao processo de atração de novos investimentos, criando um banco de dados com imóveis disponíveis no município.

A plataforma permitirá atender com mais rapidez as demandas de investidores e também de agências de fomento, como a InvestSP, que possui serviço de busca de áreas adequadas para implantação de empreendimentos nos municípios paulistas.

O lançamento da plataforma será realizado oficialmente na próxima segunda-feira (6), às 10h, em evento no PIT (Parque de Inovação Tecnológica, com a presença de autoridades municipais representantes do mercado imobiliário, corretores de imóveis e outros integrantes do setor produtivo e empresarial ligado ao setor.

Transparência

Segundo o edital, o cadastro visa estreitar o contato entre o poder público, o setor imobiliário e potenciais investidores, tornando mais eficiente a instalação de novas empresas e a expansão de negócios já existentes.

A Prefeitura atua como articuladora, sem intermediar negociações comerciais, apenas facilitando o acesso a informações sobre imóveis adequados.

Os imóveis cadastrados também serão encaminhados para inclusão nos bancos de dados da InvestSP, ampliando as possibilidades de divulgação e atração de novos negócios para a cidade.

Quem pode participar

Podem participar do chamamento:

  • Corretores de imóveis autônomos com registro ativo e regular no CRECI.
  • Imobiliárias com sede ou filial em São José dos Campos e situação regular perante o conselho.
  • Proprietários de imóveis e terrenos, pessoas físicas ou jurídicas.

O cadastro deve ser realizado via PrefBook ou pelo email side.empreendimentos@sjc.sp.gov.br. Mais informações podem ser obtidas na página dedicada ao apoio ao empreendedor.

Os interessados deverão apresentar documentação completa, incluindo termo de concordância, comprovantes de titularidade, CPF ou CNPJ, IPTU atualizado e, no caso de imóveis construídos, plantas e certidão de zoneamento.

Os dados pessoais de proprietários e corretores serão protegidos, sendo fornecidos somente mediante autorização e agendamento prévios.

Requisitos mínimos

Serão aceitos:

  • Terrenos com área superior a 3.000 m², acompanhados de certidão de zoneamento e localização em arquivo KMZ.
  • Galpões e edificações com área construída superior a 750 m², com habite-se, planta baixa, fotos atualizadas e localização georreferenciada.

O cadastro terá validade de 12 meses, podendo ser renovado mediante solicitação do interessado.

“Café com o Reitor”: programa da Uniregistral entrevista Francisco Raymundo

Confira como foi a entrevista conduzida pelo Reitor da Universidade, José Renato Nalini.

A Universidade do Registro de Imóveis (Uniregistral) disponibilizou, em seu canal no YouTube, mais um episódio do programa “Café com o Reitor”, no qual o Reitor da Uniregistral, José Renato Nalini, entrevistou o 9º Oficial de Registro de Imóveis de São Paulo e ex-Presidente da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP/RIB-SP), Francisco Raymundo.

O programa abordou a trajetória profissional de Francisco Raymundo, seus desafios perante as Serventias Imobiliárias pelas quais passou, sua gestão frente à ARISP/RIB-SP, a tecnologia e modernização dos serviços registrais, os desafios atuais da atividade registral e a segurança jurídica e papel do Registro de Imóveis, dentre outros temas.

A íntegra da entrevista pode ser conferida abaixo:

Prefeitura de Guarulhos entrega títulos de propriedade a 363 famílias e amplia regularização fundiária na cidade

A Prefeitura de Guarulhos deu mais um passo importante na política habitacional ao entregar, neste sábado (28), títulos de propriedade a 363 famílias de diferentes regiões do município. A cerimônia ocorreu no Teatro Adamastor, no Macedo, e integra o programa municipal “A Casa é Minha”, iniciativa voltada à regularização fundiária e à garantia de segurança jurídica para moradores que, em muitos casos, aguardavam há décadas pela documentação definitiva.

Foram contempladas famílias dos bairros Bela Vista (75), Vila Nova Cumbica (60), Condomínio Flórida II (80), Jardim Ponte Alta II (126) e Sítio São Francisco (22). A entrega dos títulos representa não apenas a posse legal dos imóveis, mas também o acesso a direitos fundamentais, como financiamento, herança regularizada e valorização patrimonial.

A regularização fundiária é considerada uma das principais ferramentas de inclusão social nas cidades brasileiras. Sem a matrícula do imóvel, moradores enfrentam dificuldades para obter crédito, realizar melhorias estruturais ou até mesmo comprovar residência formal. Com o documento em mãos, essas barreiras são reduzidas, promovendo maior integração dessas áreas ao planejamento urbano.

Segundo a administração municipal, o programa “A Casa é Minha” atua em diferentes frentes, que incluem levantamento topográfico, análise jurídica, urbanização e registro em cartório. O processo envolve articulação entre diversas secretarias e órgãos, além de parcerias com cartórios e instituições estaduais, o que explica, em muitos casos, a longa espera até a conclusão da regularização.

Impacto urbano e social

Além de beneficiar diretamente as famílias, a regularização contribui para o desenvolvimento urbano sustentável. Com imóveis formalizados, o poder público consegue ampliar a oferta de serviços essenciais, como saneamento básico, iluminação pública, coleta de lixo e pavimentação. Também há impacto positivo na arrecadação municipal, com a inclusão desses imóveis no cadastro oficial.

Outro ponto relevante é a redução de conflitos fundiários e ocupações irregulares. Ao garantir segurança jurídica, o município evita disputas judiciais e promove maior estabilidade nas comunidades.

Histórico de espera e conquistas

Em diversos bairros, a entrega dos títulos encerra uma espera de anos. No Jardim Ponte Alta II, por exemplo, a regularização foi aprovada ainda em 2009, mas só teve o registro efetivado no ano passado, permitindo agora a entrega das matrículas a 126 famílias.

Na Vila Nova Cumbica, moradores que permaneceram na área desde 2005 aguardaram mais de duas décadas pela documentação. Situação semelhante ocorreu no Sítio São Francisco, onde famílias receberam o título após 21 anos.

O Condomínio Flórida II, construído em 2010 para reassentar moradores de áreas de risco, teve sua regularização concluída após 16 anos. Já no Bela Vista, entregue em 2016, os moradores aguardaram cerca de dez anos para obter a escritura definitiva.

Próximas etapas

A Prefeitura informou que novas fases do programa já estão em andamento, com estudos técnicos e jurídicos em outros bairros. A meta é ampliar o número de imóveis regularizados e avançar na redução do déficit de titulação na cidade.

Levantamentos recentes indicam que milhares de imóveis em Guarulhos ainda aguardam regularização, o que reforça a importância de iniciativas contínuas nessa área. A expectativa é que, com a ampliação do programa, mais famílias possam conquistar o direito pleno à moradia nos próximos anos.

A entrega dos títulos neste sábado simboliza, para muitas famílias, o fim de uma longa espera e o início de uma nova etapa, marcada por segurança, estabilidade e cidadania.

CNJ prorroga prazo para alimentação do Sistema Justiça Aberta até 15 de abril

O Conselho Nacional de Justiça prorrogou, excepcionalmente, até o dia 15 de abril de 2026 o prazo para alimentação do Sistema Justiça Aberta com dados de arrecadação e produtividade referentes ao 2º semestre de 2025.

A medida foi adotada em razão das dificuldades técnicas inerentes à implementação da nova versão da plataforma, bem como da necessidade de adaptação dos usuários ao sistema atualizado.

O acesso à nova versão do Justiça Aberta pode ser feito pelo endereço eletrônico oficial, com autenticação por certificado digital ICP-Brasil, pelo Sistema de Autenticação Eletrônica do Registro Civil (IdRC) ou ainda pelo serviço de autenticação da Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ).

As melhorias implementadas no sistema são fruto do Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2026, firmado entre o CNJ e o Operador Nacional do Sistema Eletrônico dos Registros Públicos.

A prorrogação atende a pedidos apresentados pelo Recivil e pelo Colégio Registral de Minas Gerais. Segundo a Corregedoria Nacional de Justiça, a decisão também considera a baixa adesão à nova plataforma até o momento, que alcançou pouco mais de 50% dos notários e registradores.

Além da extensão do prazo, as Corregedorias dos Tribunais de Justiça foram orientadas a reforçar junto às serventias a importância do cumprimento da obrigação. A medida visa assegurar a consistência das informações prestadas e viabilizar a geração de relatórios personalizados no sistema.

Conselho Nacional de Justiça

DECISÃO

Trata-se de expediente voltado ao aperfeiçoamento, no que tange à camada tecnológica, do Sistema Justiça Aberta, em especial no que pertine à consistência dos dados disponibilizados e à adequação dos cadastros internos, prevendo-se, ainda, o desenvolvimento de soluções que permitam: a) a geração de relatórios personalizados, com a agregação, conforme a necessidade do usuário, de dados e/ou informações extraídas de distintos campos; e b) a pronta e eficaz adequação do sistema eletrônico à legislação, conforme necessidades existentes ou que se imponham.

A nova versão do Sistema entrou em produção, contudo, até a presente data, pouco mais de 50% dos notários e registradores promoveram a alimentação.

É o relatório.

Considerando a natural dificuldade técnica e a necessidade de maturação dos usuários na alimentação da nova versão do programa, excepcionalmente, prorrogo para 15/04/2026 o prazo para alimentação do Sistema Justiça Aberta com dados de arrecadação e de produtividade relativos ao segundo semestre do ano de 2025.

Determino intimação das Corregedorias dos Tribunais de Justiça para que orientem as serventias sob as respectivas competências para cumprimento da obrigação até o referido prazo, sem prejuízo de cumprirem, também, o dever elencado no inciso I do $1^{\circ}$ do artigo 136-A do Provimento 149/2023.

Cumpra-se

Brasília, DF, data da assinatura eletrônica.

Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES

Corregedor Nacional de Justiça

Acesse o manual do Sistema clicando aqui.

Arisp participa de 5ª Reunião de Alinhamento Institucional e reforça compromisso com diretrizes da Carta de Goiânia

Documento reúne entidades do setor e estabelece ações para o desenvolvimento sustentável do Registro de Imóveis no país

A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp) participou da 5ª Reunião de Alinhamento Institucional do setor registral imobiliário, realizada nos dias 23 e 24 de março, em Goiânia (GO). O encontro reuniu lideranças nacionais e representantes estaduais para debater estratégias e consolidar diretrizes voltadas ao desenvolvimento da atividade no país.

Como resultado do encontro, foi assinada a chamada Carta de Goiânia, documento que estabelece as bases do planejamento estratégico do segmento para o período de 2025 a 2030. A iniciativa reúne o Registro Imobiliário do Brasil (IRIB), o Registro de Imóveis do Brasil (RIB) e o Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), em um esforço conjunto de integração institucional e fortalecimento da atividade registral.

A Carta de Goiânia define ações de curto, médio e longo prazo, com foco na modernização dos serviços, na ampliação do uso de ferramentas digitais, na valorização da atividade e no aprimoramento da prestação de serviços à sociedade. O documento também reforça a importância da atuação coordenada entre as entidades representativas e os operadores do sistema registral.

A participação da Arisp no encontro reforça o alinhamento da entidade gaúcha às pautas nacionais e seu compromisso com a construção coletiva de soluções voltadas ao aprimoramento do Registro de Imóveis no Brasil.

O momento representa um avanço relevante na consolidação de uma agenda estratégica comum, capaz de orientar o desenvolvimento do setor diante dos desafios contemporâneos, especialmente no contexto da transformação digital e da crescente demanda por eficiência e transparência nos serviços públicos.

A íntegra da Carta de Goiânia está disponível neste link

Fonte: Assessoria de Comunicação Arisp

Provimento n. 217 do CNJ altera regras sobre a averbação de indisponibilidade de bens

Provimento n. 217 do CNJ altera regras sobre a averbação de indisponibilidade de bens

 

13 de março de 2026

 

Altera o Código Nacional de Normas da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça – Foro Extrajudicial (CNN/CN/CNJ-Extra), instituído pelo Provimento n. 149, de 30 de agosto de 2023, para adequar a redação do § 2º do art. 320-I ao disposto no art. 169, I e no art. 176, § 18 da Lei 6.015/1973.

 

Veja aqui o Provimento em PDF.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Arisp/RIB-SP

Provimento 213/2026: especialistas debatem impactos para os serviços registrais em live da Uniregistral

Provimento 213/2026: especialistas debatem impactos para os serviços registrais em live da Uniregistral

Já vai começar

 

13 de março de 2026

 

A Uniregistral promove mais uma edição da live “Falando de Registros”, dedicada à análise do Provimento nº 213/2026 e seus impactos para os serviços registrais no Brasil.

 

A transmissão reunirá especialistas do setor para discutir as mudanças trazidas pela nova normativa e como elas afetam a prática diária de registradores, escreventes e profissionais que atuam no Registro de Imóveis e nos serviços extrajudiciais.

Em um ambiente jurídico cada vez mais dinâmico, acompanhar atualizações normativas é essencial para garantir segurança jurídica, eficiência administrativa e qualidade na prestação dos serviços registrais.

 
O que muda com o Provimento 213/2026?

 

O Provimento nº 213/2026 integra o conjunto de normas que regulamentam e supervisionam os serviços extrajudiciais no país.

A medida traz diretrizes que impactam diretamente a estrutura e o funcionamento das serventias, reforçando o processo de modernização do sistema registral brasileiro.

Entre os principais objetivos da normativa estão:

 

  • padronizar procedimentos registrais
  • fortalecer a segurança jurídica dos atos praticados nos cartórios
  • ampliar a integração entre sistemas registrais
  • acompanhar a digitalização e modernização dos serviços extrajudiciais

 

Na prática, o provimento acompanha a evolução tecnológica do setor e responde à necessidade de maior eficiência e uniformidade na prestação dos serviços de registro.

 

Para os profissionais da área, compreender essas mudanças é fundamental para adaptar rotinas, procedimentos e fluxos de trabalho às novas diretrizes.


Participantes da live

Para aprofundar o debate sobre os efeitos da nova normativa, a Uniregistral reunirá especialistas com experiência prática no sistema registral brasileiro.

 

  • Gabriel Souza
    Assessor Jurídico da ARISP – Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo
  • Caleb Matheus Ribeiro de Miranda
    Oficial do 1º Registro de Imóveis de São José do Rio Preto/SP
  • Fernando Nascimento
    Vice-presidente do ONR – Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis
 
O que será discutido no encontro

 

Durante a transmissão, os convidados irão analisar:

 

  • os principais pontos do Provimento 213/2026
  • os impactos da norma na atividade registral
  • os desafios de adaptação para registradores e equipes das serventias
  • os reflexos da normativa na prática dos cartórios de registro

 

A live também trará reflexões sobre modernização, digitalização e governança do sistema registral brasileiro, temas fundamentais para o futuro da atividade.

 
Formação contínua para registradores e profissionais do mercado imobiliário

 

A iniciativa reforça o compromisso da Uniregistral com a formação e atualização permanente dos profissionais do Registro de Imóveis e do mercado imobiliário brasileiro.

 

Debates como este contribuem para que registradores e equipes acompanhem as transformações do setor e estejam preparados para aplicar as novas normas com segurança e eficiência.

 

A live será transmitida no dia 18 de março no canal oficial da Uniregistral no YouTube.

 

Acompanhe a transmissão e participe da discussão sobre os impactos do Provimento 213/2026 para o sistema registral brasileiro.

TJ/SP reforça que exigências do Registro de Imóveis devem ser discutidas por meio da dúvida registral

TJ/SP reforça que exigências do Registro de Imóveis devem ser discutidas por meio da dúvida registral

TJSP

 

13 de março de 2026

 

Divergências sobre exigências feitas pelos registradores de imóveis no exercício da função devem ser discutidas por meio do procedimento da dúvida registral, previsto na Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73). Esse foi o entendimento que fundamentou acórdão recente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), no julgamento de uma apelação cível envolvendo um caso da comarca de Tambaú. A decisão também afastou a responsabilização civil de um oficial de registro que apontou irregularidades na análise de um título apresentado para registro. Leia a íntegra do Acórdão.

 

Na ação, os autores tentaram obrigar o Cartório a registrar um contrato particular de cessão e transferência de direitos e assunção de dívida por meio de uma ação de obrigação de fazer, além de pedir indenização por danos morais. O argumento era de que o registrador teria criado obstáculos indevidos ao apontar exigências durante a análise do título.

 

A Justiça, no entanto, entendeu que a via judicial escolhida pelos autores da ação não é o caminho adequado para resolver esse tipo de divergência, uma vez que o procedimento de dúvida registral é um mecanismo específico previsto na legislação para tratar a controvérsia. Ainda que seja um procedimento de natureza administrativa, “trata-se de evidente atuação jurisdicional por parte do Juiz Corregedor Permanente do Cartório de Registro de Imóveis, que tem por objetivo sanar a dúvida apresentada, ante a prenotação emitida pelo oficial de registro”.

 

Na análise da matéria, o Tribunal paulista também rejeitou o pedido de indenização contra o registrador. De acordo com os magistrados da 7ª Câmara de Direito Público do TJ/SP, o oficial atuou dentro de suas atribuições ao apontar, em nota devolutiva, a ausência de continuidade registral, um requisito essencial para a realização do ato.

 

Para a Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), que acompanhou o caso, o entendimento firmado pelo TJ/SP reforça a segurança jurídica da atividade registral, além de esclarecer que a qualificação técnica realizada pelos registradores faz parte do funcionamento regular do sistema de Registro de Imóveis.

Arisp/RIB-SP é recebida pela Corregedora-Geral da Justiça de São Paulo

Arisp/RIB-SP é recebida pela Corregedora-Geral da Justiça de São Paulo

 

12 de março de 2026

 

A Diretoria da Arisp/RIB-SP esteve reunida nesta quinta-feira (12), no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), com a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de São Paulo (CGJ-SP). O encontro teve como objetivo apresentar a entidade à nova gestão da Corregedoria para o biênio 2026/2027, além de fortalecer o diálogo institucional e debater temas atuais relacionados ao Registro de Imóveis paulista.

 

Participaram da reunião, representando a Arisp/RIB-SP: George Takeda (Presidente), Frederico Assad (Vice-presidente), Flaviano Galhardo (Diretor Institucional), Ricardo Leão (Diretor Financeiro), Ana Carina Pereira (Diretora de Prerrogativas, Enunciados e Emolumentos), Naila Khuri (Diretora Social e de Eventos), Moacyr Petrocelli (Diretor de Comunicação) e Leandro Marini (Coordenador Institucional).

 

“Esse foi o primeiro contato com a nova Corregedora. Essa conversa inicial foi bastante importante para alinhar os pontos em que podemos trabalhar no futuro”, disse George Takeda, presidente da Arisp/RIB-SP.

 

“Neste primeiro contato com a nova gestão da Corregedoria, a Arisp/RIB-SP colocou-se à disposição para cooperar com as finalidades institucionais da Associação. Foi uma reunião muito proveitosa, com bons temas debatidos e alinhamento institucional”, acrescentou Moacyr Petrocelli, diretor de Comunicação da Arisp/RIB-SP.

 

Pela CGJ-SP, estiveram presentes a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Silvia Rocha, e a equipe de juízes assessores, coordenada pelo magistrado Josué Modesto Passos.

 

“O diálogo institucional e a proximidade da Corregedoria com os oficiais de registro de imóveis beneficiam a todos. O encontro foi uma oportunidade para tratar de temas importantes, como as dificuldades relacionadas à usucapião, à regularização fundiária e à interinidade, ou seja, à prestação e continuidade dos serviços. Trata-se de mais uma aproximação muito frutífera entre o Poder Judiciário e os delegatários dos serviços de Registro de Imóveis no Estado”, pontuou o magistrado Josué Modesto Passos.

 

O encontro reafirma o compromisso da Arisp/RIB-SP com o diálogo permanente com a Corregedoria-Geral da Justiça, buscando o fortalecimento institucional do Registro de Imóveis e a promoção da segurança jurídica no Estado de São Paulo.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Arisp/RIB-SP